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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dança Cigana!

Alegre e entusiasmante, a dança cigana encanta!!!

Mais que expressão da cultura de um povo, é um excelente exercício.
Se você foge da academia e não pode nem ouvir falar em musculação, mexa-se de uma forma diferente. Movimentos ímpares e carregados de emoção fazem bem para o corpo e pra mente.
Estudos relatam a origem da dança cigana na Índia. Por serem nômades, os ciganos foram incorporando à dança, ao longo do tempo, elementos e influências de vários lugares. "No século XV chegaram à Andaluzia trazendo batidas de pé e palmas. Por onde passavam, adaptavam-se à forma tradicional da dança local, tornando a dança cigana uma união de muitas nações", explica a professora Mhelani Souza, da Escola de Dança Shiva Nataraj.

Espanhóis, hindus, árabes e russos são alguns dos povos que deram sua contribuição. Cada grupo de ciganos espalhado pelo mundo recebeu influências da cultura do país onde se fixou. Por isso, não espere semelhança quando assistir ao bailado de diferentes clãs, pois a dança de um é completamente diferente da realizada pelo outro. Mas uma coisa não muda: elatem o poder de envolver o coração e a alma de todos os que participam, seja dançando ou assistindo.

Objetos simbólicos

As misturas de culturas são percebidas não só no ritmo, mas nos objetos usados pelos dançarinos. Lenços, echarpes, xales, leques, pandeiros, fitas, flores, punhal, tochas são alguns dos acessórios que dão ainda mais charme aos movimentos corporais. Os elementos costumam ter forte simbolismo e geralmente representam energias da natureza e traduzem mensagens.

As danças do leque, do pandeiro e da echarpe são as mais marcantes. A primeira é pura sedução, a segunda celebra a união - seja de amor ou amizade - e a última anuncia dia de festa. Violinos, sanfonas, pandeiros e violões ritmam as dançarinas que, com saias rodadas, bem coloridas e enfeitadas com muitas bijuterias, esbanjam liberdade em seus movimentos. Sorriso e olhar são outros elementos indispensáveis.

Autoconhecimento através da dança

Para os ciganos a dança é mais que uma expressão e vai muito além da alegria e da sensualidade: é uma atividade física. É possível, com ela, perder calorias em excesso e aumentar a capacidade respiratória. "A dança aumenta a flexibilidade física e mental, o tônus muscular, reeduca a postura e auxilia na coordenação motora", diz a especialista.

Porém, a dança cigana, além de trabalhar esses aspectos, busca integrar a mente ao corpo para que este se torne ainda mais saudável e equilibrado.
De acordo com Mhelani, a dança propicia o autoconhecimento, a conscientização corporal, a sociabilização, despertando a sensualidade e a feminilidade, provocando uma energia de satisfação e poder aumentando a autoestima.

"Aprendi a me conhecer, a me valorizar, a confiar mais em mim, de não ter medo de fazer as coisas, mas ter a certeza que devo fazer as coisas de coração", conta a analista de sistemas Ana Paula Ferrari.

Fonte: Site bolsademulher
Pintura de Pino Daeni.

Assista o video, É UM DOS MEUS PREFERIDOS!!!
Alegre e entusiasmante,quente como o fogo mas leve como um pássaro!

Alegria, Sempre!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dança Flamenca!

Sou neta de uma espanhola e herdei o amor a música e a dança!
Fiz aulas de dança flamenca, dança cigana, dança do ventre ,etc! Saio pelo mundo dançando, risos!!Adoroooo...
Este poster é para apresentar para quem não conhece a dança Flamenca, pois mostrei a dança do ventre, QUE TANTO AMO, aqui!
E para aqueles que conhecem, sintam a dança mais um pouquinho, Vale a pena!

O FLAMENCO é uma arte popular aplicada ao modo particular de dançar, cantar e tocar
guitarra proveniente da região de Andaluzia, no sul da Espanha.
A Andaluzia é formada por oito províncias que são: Sevilla, Granada, Málaga, Córdoba, Jerez, Huelva, Cádiz e Almería.
Os primeiros testemunhos do surgimento dessa arte datam do século XVI. Os locais de origem seriam Sevilla, Jerez e Cádiz.Suas raízes estão calcadas num sedimento artístico composto por diferentes e sobrepostas civilizações como a árabe, judaica, hindu-paquistã, bizantina, cigana, entre outras.
Os mouros predominaram na Espanha de 711 a 1492.
Os ciganos têm um importante papel no desenvolvimento do flamenco. Com a intenção de abandonarem a Índia (séc. XIV) após uma série de conflitos bélicos e invasões de conquistadores estrangeiros ocorridas em vários territórios, os ciganos foram para o Egito onde permaneceram até sua expulsão.

Conscientes de que deveriam se dividir em grupos para assim conquistarem a Europa, uma parte desses povos se estabeleceram na Espanha por volta de 1425, trabalhando como pastores e artesãos. Durante essa época, os ciganos conheceram um período de paz que lhes permitiu uma certa integração com o folclore andaluz. Decretada a perseguição às tribos nômades pela Coroa de Castella em 1499, e com a expulsão dos não cristãos e os de raça considerada impura como os judeus, ciganos e árabes através das medidas desumanas e severas adotadas pela Santa Inquisição, os grupos foram obrigados a se estabelecer nas montanhas e outros locais desabitados para sobreviverem.

Com o convívio e mistura dos diferentes costumes e tradições dessa gente perseguida, foi surgindo uma nova forma de expressão cultural. Nesse instante nascia a música flamenca, a arte do flamenco.
O canto é marcado pela melancolia, pelo fatalismo e pelo sentimento trágico da vida. Nascia aí o cante jondo. Para os ciganos a música é parte integrante do dia a dia e essencial nas datas festivas. Tudo o que necessitam para iniciá-la é uma voz e acompanhamento rítmico, como palmas ou golpes dos pés no solo.
Passada a repressão mais severa aos ciganos a partir das últimas décadas do séc. XVIII, eles foram se integrando ao convívio dos espanhóis . Assim começaram a surgir os payos, interessados em conhecer e interpretar a música gitana.
No final do séc. XIX, a música flamenca com a guitarra já incorporada estabeleceu suas formas tal qual a conhecemos hoje, levando-se em conta que, por estar viva, continua a evoluir.
É correto afirmar, que só depois da inclusão da guitarra é que se introduziu o sapateado aos bailes.
Em 1929, Antonia Mercé, "La Argentina", cria a primeira companhia de balé espanhol, que estréia na Ópera Comique de Paris. Já em 1949, Vicente Escudero apresenta também na capital francesa suas primeiras criações como bailarino.

Na música flamenca, encontramos diferentes ritmos, agrupados em famílias de acordo com a estrutura, melodia e temática comun entre eles. Em quase todos os palos se pode bailar, ainda que existam bailes sem cante e temas puramente vocais. Na interpretação dos ritmos, observamos melodias alegres e outras mais tristes.
A primeira pode estar relacionada à etnia andaluza, um povo alegre e sensível às artes. Já os tristes, dentre outros temas, se referem exatamente a essa angústia dos povos errantes que desembarcavam na Espanha e eram tratados como estranhos, vivendo em lugares pouco povoados, de clima frio e úmido e vegetação escassa.
A palavra flamenco foi usada pela primeira vez em 1835. Acredita-se que o termo deriva do árabe fellah (camponês) e mengu (fugitivo), e foi usada como sinônimo de cigano andaluz. Estudiosos sustentam ainda a referência de flamenco ao termo "flamância" de origem alemã, que significa fogosidade ou presunção, e que era aplicada aos ciganos por seu temperamento.

Linda Apresentação:

Alegre !!!

Para o dia de HOJE:

Oléeeee...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Resgate!

Este quadro é um dos meus preferidos aqui em casa, ele mostra uma mulher com o seio de fora, mas na minha visão, não vejo vulgaridade e sim feminilidade e sensualidade!!!
Obra de um dos pintores de Recife, o trabalho dele é rico em detalhes, presença marcante, no quadro, existe a sensação do real ao ver o colar delicado no pescoço dela, os olhos brilhantes , o lenço vermelho, o cabelo...tudo muito perfeito, em foto não mostra a realidade, risos, sou babona e amo as obras de Cysneiros, grande artista!!!

Texto de Jawhara.

"Houve uma época que as mulheres eram consideradas representantes terrenas das Deusas e Mensageiras que carregavam o mistério da vida dentro de ventre.
Vivendo em comunhão com a Natureza, elas possuíam compreensão atenta em particular das mudanças em seus corpos. Sabiam exatamente quando ovulavam e reconheciam os sinais que antecediam suas fases reprodutivas.
Em todos os aspectos suas vidas eram norteadas pela sensação de conexão como Universo, pela composição natural que as cercavam; céu, terra, água e ar, estações do ano e o respeito ao ritmo divino.
Tudo isso porque era uma cultura em que a conexão entre sexualidade, menstruação e nascimento era parte do conhecimento diário.

Declínio:

As antigas religiões femininas declinaram por volta de 3000 A.C em muitas culturas o matriarcado foi substituído pelo patriarcado. As deusas lunares foram relegadas completamente para a zona da escuridão e da magia e a era da mitologia solar começou e, com ela, a dominação da consciência masculina.
Com o declínio do prestígio espiritual feminino as mulheres pararam de executar os ritos religiosos. A mãe não era mais o eixo da família; o pai se tornou o centro de tudo.
As mulheres se tornaram parte da família masculina, e, portanto, sua propriedade.
A poligamia foi estabelecida como parte importante do sistema econômico no qual um homem precisava de muitas mãos para manter sua subsistência.
A história de Adão e Eva aparece no Judaísmo como demonstração de que a mulher é pecadora e seu pecado é o sexo.
A história afirma a separação do corpo e da alma, a qual o Cristianismo abraçou.
No século XIII Tomás de Aquino e Alberto Magno haviam promulgado sua crença de que mulheres eram capazes de travar relações com satã.
Nessas bases, a Inquisição identificou e condenou certas mulheres a serem queimadas vivas.
A submissão espiritual feminina foi então consumada e agora era completa.
Homens, por outro lado, permitiram a si mesmos completa liberdade sexual sob o sistema patriarcal.
O retorno
Toda a essência da mulher foi literalmente deletada era preciso reencontrar o passado. Depois de décadas, com a revolução feminista iniciou-se o retorno, dos sutiãs queimados em praça pública à ocupação de espaços considerados masculinos, décadas de uma guerra social surda e cruel se passaram.

Passado o furor gerado pela revolução feminista, nós, mulheres pós-modernas já não temos “tanta”preocupação com a inclusão social, o que preocupa é a angústia existencial.
Nós, mulheres, parimos tarde, passamos a fumar muito, beber exageradamente e a sofrer do coração. Assimilamos as piores características masculinas e nos tornamos liberais, esquecendo de nossas antigas raízes.

A dança do ventre é uma das formas de recuperar o rito feminino de consagração com o corpo, alma e espírito; encontrando a sua “Deusa” interior as mulheres encontram a si mesmas e esse auto-conhecimento nos leva de encontro com a nossas raízes, com nossa sensualidade e sexualidade trazendo de volta o direito da mulher em ser sensual e sexual.
O tantra da sensualidade, da dança está no mistério que a envolve, os movimentos sinuosos, as roupas, os véus, a maquiagem, a música, as velas, o queimar do incenso, o movimentos dos quadris, o olhar, gestos delicados e sensuais trazem uma explosão de sensações.
Tudo isso mexe com a libido das mulheres e dos homens.

Seus benefícios, tanto físicos como psicológicos, são comprovados.
Ativa a circulação sangüínea, melhora o funcionamento do aparelho digestivo, dos rins e dos órgãos sexuais. Proporciona a redescoberta do feminino, com todo o sensualismo que lhe é peculiar. A movimentação específica valoriza o corpo feminino e desenvolve muito a coordenação motora. Com isso a mulher adquire maior consciência corporal e desenvolve a sensibilidade para observar que seu corpo pode lhe proporcionar mais prazer.
Cada mulher precisa saber manifestar sua sexualidade e sensualidade de sua própria maneira e consciência; “A jornada do herói trata de viver o próprio destino e não aquele que a sociedade define.”
Vivenciar a dança é o reencontrar a verdadeira essência da mulher, a serpente tem uma simbologia muito interessante, ela vive trocando de pele, quando está se movendo está continuamente mudando sua forma e a cada ondulação ela troca sua imagem; uma cobra é um animal com mil formas e ainda assim é uma cobra, isso é vivenciar a dança, a deusa, a sensualidade.
Temos que estar sempre criando, mantendo e destruindo nossos pensamentos, nossos movimentos, nossa energia feminina, a energia da Grande Mãe e com isso transformando nossa dança do ventre em dança da deusa-mulher, do amor, da sensualidade, da sexualidade, da terra, da vida."


AMO a DANÇA!



Gratidão!

Gratidão!