
"...A primeira coisa a fazer é parar com toda crítica.
Tome consciência das muitas vezes em que você se ataca de forma implacável:
“Eu sou um idiota, olha o erro que cometi, a palavra que disse ou deixei de dizer!”, “Quantos erros cometi com meus filhos!”, “Sou uma péssima profissional, sou um verdadeiro fracasso!”. É como se pegássemos um chicote para açoitar nossa própria pele, sem a menor complacência, sem nenhuma tentativa de compreensão.
Não se trata de negar realidades. Se a impulsividade prejudica você, reconheça-a como uma característica sua e procure administra-la da melhor maneira possível para aproveitar o que ela tem de positivo – demonstrações de afeto, por exemplo - e evitar manifestações que prejudiquem você.
Não vai ser fácil parar de se criticar, porque há muitos anos você faz isso, mas tudo é um processo. Comece agora, preste atenção nessa tendência e repita muitas vezes para si mesmo que não quer mais fazer isso. Quando se surpreender acusando-se em pensamentos ou em voz alta, pare imediatamente e diga algo positivo e verdadeiro a seu respeito.
As críticas, tais como são feitas, não transformam ninguém, porque são acusações que geram culpa, e não uma ajuda amorosa que provoca mudanças. Na maioria da vezes, as críticas não levam em conta quem somos e nossas possibilidades reais, mas pressupõem uma capacidade que não temos.
Se as críticas não funcionam, vamos usar outra tática. Vamos partir de um ponto fundamental aceite-se como você é, para então promover as mudanças que deseja.
Vou repetir para que você também repita: Críticas nunca mudam nada, por isso recuse-se a se criticar e aceite-se exatamente como você é, para então realizar as mudanças que deseja. Lembre-se, todo mundo muda, TODO MUNDO!
Mas quando você se critica, suas mudanças automaticamente se tornam negativas, porque não partem de um movimento que contribui para seu amor-próprio...
(...)Acredite, todos nós somos capazes de mudar, de fluir com o processo da vida. Esse é o nosso poder de cura! Ele esta na escolha dos pensamentos e das palavras que usamos, porque o pensamento é criativo, gera nossas experiências, contribui para tudo o fazemos na vida.
Procure fazer este exercícios de escolha: se você teve uma atitude impulsiva que magoou alguém, em vez de acusar-se – “-Que coisa errada eu fui fazer, não tenho jeito mesmo!” -, Rejeite esse pensamento e afirme: “ Eu sou uma pessoa impulsiva e por isso fiz aquilo que ofendeu meu amigo. Tenho que aprender com esse erro e procurar não repeti-lo..."
Livro: Aprendendo a gostar de si mesmo - Louise Hay
Pintura: John William Godward















