Continuando nosso passeio, que foi iniciado aqui, vamos agora explorar um pouquinho a área interna desse lugar lindo!Tive muita dificuldade em selecionar as fotos pois fotografei tudo que chegava aos meus olhos, risos, é muita coisa bela. Adoroooo...
Vem comigo...
Na década de 1990, Brennand decidiu investir o capital
resultante da venda de parte de suas fábricas na criação de uma fundação
cultural voltada à preservação e exposição de seu acervo.Ainda antes da
inauguração do instituto, começou a adquirir obras de arte e objetos
relacionados à história do Brasil, sobretudo aos anos de ocupação
holandesa da região Nordeste. Em poucos anos, Brennand amealhou um vasto conjunto
de pinturas de Frans Post, além de paisagens e retratos seiscentistas, mapas, tapeçarias, moedas,documentos,
livros raros e outros objetos referentes a essa temática.


As imagens da paisagem do Nordeste do Brasil no século XVII
tiveram grande influência sobre certas artes decorativas, especialmente na
tapeçaria. Foram principalmente os desenhos de Albert Eckhout que serviram de
base para as famosas tapeçarias das Anciennes e Nouvelles Indes, realizadas
pela Manufatura de Gobelins na França durante o século XVII, das quais o
Instituto Ricardo Brennand possui quatro exemplares. Elaborada por Alex
François Deportes (1661 – 1743) os tapetes aqui expostos foram inspirados em
cartelas desenhadas por Albert Eckhout e motivos oriundos das telas de Frans
Post. Os seus desenhos originais foram entregues pelo Príncipe João Maurício de
Nassau – Siegen ao Rei da França Luis XIV em 1678, dando origem a esta série da
Manufatura.
Obs:Uma das tapeçarias da coleção de Brennand, magnífica, gigantesca e Linda!!
A Biblioteca do Instituto Ricardo Brennand tem como foco a
história do Brasil Holandês e foi projetada para abrigar até 100.000 volumes.
Atualmente, conta com 20.000 itens, como livros, panfletos, periódicos, partituras, discos, fotografias,
álbuns iconográficos e setor de obras raras.O acervo da biblioteca foi formado
por meio da aquisição de coleções particulares de acadêmicos e pesquisadores
brasileiros dedicados à história do Brasil colonial
O Instituto Ricardo Brennand está sediado em um
complexo de edifícios denominado Castelo São João, inspirado no estilo
Tudor, com área construída de 77.000 metros quadrados. É uma
construção contemporânea, combinada com alguns elementos decorativos originais,
tais como uma ponte levadiça, relevos de brasões e um altar em estilo
gótico.O complexo engloba o Museu de Armaria, a bilioteca, a pinacoteca, um auditório com
capacidade para 120 pessoas, áreas de serviço para os visitantes, reserva
técnica e espaços técnico-administrativos
O núcleo de armaria corresponde às origens da coleção
Ricardo Brennand. É composto por mais de 3.000 peças, procedentes da Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Espanha, Suécia, Turquia,Índia e Japão,
estando entre as maiores coleções do mundo em sua tipologia.
As peças são classificadas em segmentos específicos: armas
de caça, guerra (defensivas e ofensivas), proteção pessoal e
exibição. Um dos destaques do acervo é o conjunto de 27 armaduras completas
(i.e., incluindo escudos, elmos, manoplas, guantes e cotas
de malha), produzidas entre os séculos XIV e XVII, além das
armaduras para cavalos e cães.
Aos 12 anos de idade ganhou um canivete de seu
tio, de mesmo nome Ricardo Brennand, e desde então passou a colecionar armas.
A coleção de arma brancas inclui punhais, estiletes, espadas, bestas, clavas, maças, alabardas,facas e canivetes de origens e formatos variados, abrangendo o período que vai do século XV aos dias de hoje, incluindo-se exemplares decorados com gemas, marfim, chifres, madrepérola, aço e metais. Destacam-se as facas e canivetes de exibição provenientes da tradicional cutelaria britânica Joseph Rodgers & Sons Limited, estabelecida em Sheffield em 1724.
O núcleo de artes visuais é composto por pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, de artistas brasileiros e estrangeiros, datados do século XV em diante.
A coleção de arte
brasileira é majoritariamente formada por paisagens e por um conjunto
significativo de brasiliana, com predominância de registros iconográficos
relacionados ao atual estado de Pernambuco.Estão representados no acervo
artistas como Carlos Julião, Claude François Fortier, Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, Henri Nicolas Vinet, Emil Bauch, Nicola Antonio Facchinetti, Luís Schlappriz, Franz Heinnrich Carls, Franz Hagedorn, Giovanni Battista Castagneto, Eliseu
Visconti, Jerônimo José Telles Júnior e Benedito
Calixto, entre outros.
Museu de Cera
Simulação de julgamento em tribunal francês
do século XVII.
Chegamos ao fim do nosso passeio pelo Instituto Brennand.
Espero que tenham sentido um pouquinho da magia desse lugar encantador.Quem não conhece vá visitar e para aqueles que estão de passagem, conhecendo Pernambuco, não deixe de colocar na lista de visitas da cidade.
Obs:Poster relacionado a área externa do Instituto Brennand - Click aqui!
Fonte: Wikipédia
Beijinhos Iluminados!!
Um Belo Fim de Semana!!