Estava um dia lendo um poema de Chico Xavier sobre o amor, ali ele falava que tudo é transcendência do amor, até mesmo o ódio, que é o amor que adoeceu gravemente. Então pensei, e a alegria?! A alegria, que antes de mais nada é o amor que se enraizou, é fonte una de vida e transmutação.
É indiscutível a força contagiante da alegria. Muitos
relatos exploram que Jesus, que é o amor enraizado, sempre foi uma figura muito
alegre, pois já sabia do poder que a alegria tem de dar a vida e de transmutar
qualquer tipo de situação.
A alegria nutre os bons pensamentos e sentimentos, degrada
as memórias negativas contidas no nosso campo magnético, físico e mental. A ciência
já vem provando e utilizando as terapias de riso, por exemplo, nos hospitais e
em diversas áreas da medicina. Quando estamos alegres o nosso organismo produz
reações químicas que facilitam o processo de recuperação em tratamentos
quimioterápicos e de outras tantas doenças, principalmente as degenerativas.
E já que é tão fácil assim, então porque muitas vezes nos
vemos mergulhados em um poço de angústias e tristezas? Não que devamos negar
estes momentos, pois entendê-los também é muito importante para a manutenção da
nossa saúde. O problema é colocarmos atenção de forma errada ou excessiva neste
poço úmido e escuro, fermentando os nossos mofos internos e assim
esquecendo-nos de fazer a mais importante pergunta, sem mentir para nós mesmos:
"O que me faz feliz?".
Dessa maneira podemos ver quanta vida há dentro de nós, quão
alegres nós somos e podemos ser. Contabilizaremos também quanto nós somos
programados para sentir uma alegria sintética e industrial, oposta daquela
serena e constante, que preenche o nosso dia-a-dia:a alegria despertada pelas
coisas mais simples da vida. E pouco a pouco vamos descobrindo que podemos
transformar e dar vida a tudo que está ao nosso redor; que nós somos
responsáveis pelo nosso próprio universo, pela nossa própria alegria, e que
podemos auxiliar e contagiar a todos em nosso volta.
Tiremos nossas amarras, os nossos véus e vejamos quão
nutridor é este estado de alegria. Não aquela alegria isolada ou entorpecida de
achar que o mundo é "todo azul". Mas sim, a alegria de enxergar as
nossas limitações e os nossos problemas do cotidiano e, com toda a força de
vida e transmutação, acreditar que somos capazes de enfrentar nossos dragões e
construir um novo "hoje". Pois como incentivava Mahatma Gandhi:
"no final das contas, nunca na história da humanidade o mal venceu".
A única coisa que buscamos é a felicidade. A alegria de
comprar uma casa, de construir uma família, de ser bem sucedido, de estar em
paz conosco mesmo, a alegria de ter um contato pleno com a espiritualidade.
Enfim, a receita é muito simples: sejamos felizes, sejamos alegres! Acredite e
transforme sua vida numa dança, numa gostosa brincadeira de criança.
Texto do terapeuta holístico Renato Moro Giannico
Sejamos Felizes!!
Fim de Semana alegre para todos nós!